
A passos curtos
de tamancos, Iam;
Colombina e Arlequim
Ainda dançam mascarados
e o desavisado Pierrot
Sou como O Entristecido
A noite bailo sob mascaras
enquanto minha Colombina
passeia com o Desgraçado
Algumas palavras em pensamentos tortos, Numa tentativa caótica de bater asas e voar...
Acabo de rasgar aqueles velhos papeis amarelados
que manteram vivas as esperanças
como se fossem, para mim, a certeza do compromisso firmado
No sexto ano após o inicio do nosso verão
eis que surge o primeiro inverno
algo me diz que é para sempre
ou pelo menos até a proxima estação
Quando a verdade é roubada
as grades deixam marcas no corpo
fazem tremer de medo, perder a calma
O tempo torna-se números
e menos importa quando o alarme toca
As Asas da liberdade batem fortes
levantam a poeira acumulada sobre o sossego
faz tremer de medo, a dor da alma.

Na margem do erro
estando por um único trís
é quando se chega as mais sabias conclusões
Pensando na falta do que se dizer
ou lembrando das coisas que diz
é quando se ouvem os melhores sermões
Gritando em solidão
ou estando com quem se quis
é quando se projetam as mais intensas dores
Na estranha linha que tange
as margens da sanidade
é quando descobre-se que a loucura
são as mentiras que nos contaram no
passado, refletidas em um espelho grande
chamado: CONSCIÊNCIA


"...
Em minha própria gravidade
Sufoco-me com gotas amargas de prazer
Com uma recôndita euforia seguida de desilusão.
Tecendo a seda do viver!
Assopro ao sopro do vento Palavras... Um canto... O qual
Define-me e me mantém!
Canto saboreando a real certeza de que não morri.
E entre um silêncio e outro, despejo.
Palavras que ninguém ouve.
De vendo e vendo a vastidão ilimitada dos amores
Que se fundem com os domínios inelutáveis
Que não alcança a claridão de nossos dias...
Ponto na incerteza... Abra os sentidos,
Ainda ando pelas curvas...
Sobre as linhas...
Um quadro, desgasto com o tempo,
Com a cor viva por dentro...
Ponho-me a andar...
Ando por ai!
..."

Eu era eu que encontrou tu
Que era eu que encontrei tu
Vendo tu brincar, vendo tu andar;
vendo tu comer, vendo tu sorrir,
Via meu coração sorri!
Mas e agora que eu to aqui e tu ta ai?
E agora que tu ta ai e eu to aqui?
...
Eu te dei meu “Chambertin Le Roy”
Pra te ver feliz...
Mas num previ o que podia vir...
Agora eu to aqui e tu ta ai?
Tu ta ai e eu to aqui?
...
Tu vai caminhando e eu te olhando
Ate onde minha vista pode observar
Tu num vai tornar
1/1 num é um?
E eu?

Em um largo espaço de probabilidades
Vi meu corpo rente ao tempo
Livre em mente
Vivo constantemente
Os sonhos queimam livre
Liberdade!
...
Os jornais já não dizem o que gostaríamos de ver
Sentir; sorrir; pular;correr...
Viver!
Contração; Contração; Contração;
Sintonia!
Outra vez
Sintonia!
...
Pra viver
Um pouco mais de sintonia.
...
Uma palavra para aliviar
Uma gota para molhar
Um infinito para buscar
Semente para plantar
Corretivo para disfarçar
A farsa
...
Numa freqüência demasiada iludi e formata
...
Sentar e ver
...
Correr; tentar... Pra olhar e ver talvez Trasmurecer.
...
Resta a esperança
A esperança
...
Mais ilusões pra viver.
Estava lá eu, eu só
...
Estava
...
Vendo o dia chegar e passar
Vendo tudo nascer (florescer) morrer
Foi quando avistei no alto um ponto mais alto do que já havia imaginado
Sendo você o ponto no alvo
Tão bela tão linda
Gotas de cristal
Flor do litoral
Beleza surreal
Serena sereia do mar
Paralisando meu ser
Cristalizando meu viver
Pra viver...
Você se vai a noite cai o dia acaba
E tudo se vai...
Mas o sonho...
O sonho Não morre jamais...
E lá eu só... Estava lá...
Vendo o dia chegar e passar
Vendo tudo nascer (florescer) morrer